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Santa Catarina conquista 11ª Indicação Geográfica com o reconhecimento do Frescal de São Joaquim

**Blumenau, SC** – Santa Catarina alcançou um marco significativo em sua trajetória de valorização de produtos regionais com o reconhecimento do Frescal de São Joaquim como sua 11ª Indicação Geográfica (IG). O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu a certificação na modalidade Indicação de Procedência (IP) para a tradicional carne salgada e dessecada da Serra Catarinense, em publicação oficial realizada nesta terça-feira, 19 de maio de 2026.

Este novo reconhecimento não só reforça a identidade dos produtos catarinenses, mas também celebra a tradição, a qualidade e a origem da produção agropecuária do estado. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) foi a responsável pela emissão do documento oficial de delimitação da área geográfica submetida ao INPI, contando com o apoio essencial do Sebrae/SC, Coopernovilhos, Faesc e do Sindicato de São Joaquim ao longo do processo.

Para Admir Dalla Cort, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, a conquista representa um impulso notável para a economia local. “A Indicação Geográfica valoriza a história, a cultura e o modo de produção das regiões catarinenses. Agrega valor aos produtos, abre novos mercados e gera mais renda e oportunidades para os produtores e para toda a cadeia produtiva”, destacou o secretário.

A Indicação de Procedência, uma categoria de IG, é atribuída a produtos ou serviços que se tornaram notórios por sua origem em uma determinada região. No caso do Frescal de São Joaquim, sua tradição está intrinsecamente ligada à história da pecuária no Planalto catarinense, remontando ao século 18, quando tropeiros utilizavam a região como ponto de descanso e engorda para o gado, desenvolvendo a técnica de salgar a carne para sua conservação. Ao longo dos anos, as famílias locais aperfeiçoaram a técnica, e o nome “Frescal” popularizou-se após um jornalista paulista descrever a carne como nem charque nem fresca, mas um “frescal”, há cerca de 50 anos.

A notoriedade do produto é também resultado das características naturais da Serra Catarinense. O gado é criado livremente, alimentado em pastagens nativas de altitude e em um clima de baixas temperaturas, fatores que conferem à carne sua maciez e sabor únicos. O processo de preparo mantém o caráter artesanal: as peças bovinas são salgadas e curadas ao ar livre ou em ambientes controlados, sem exposição direta ao sol, com uma maturação mais curta, de até 48 horas, que preserva a coloração rosada, suculência e maciez, diferenciando-o do charque ou da carne de sol.

O Frescal de São Joaquim já possuía outros reconhecimentos importantes, como o Selo Arte, concedido pela Cidasc como o primeiro produto cárneo de Santa Catarina a obtê-lo. Além disso, o Churrasco de Frescal foi oficializado como prato típico do município de São Joaquim, e o produto foi declarado patrimônio cultural catarinense.

Com este registro, o Brasil totaliza 172 Indicações Geográficas. Santa Catarina agora soma 11 IGs, incluindo a Uva Goethe; Banana de Corupá; Queijo Artesanal Serrano; Vinhos de Altitude; Mel de Melato da Bracatinga; Maçã Fuji de São Joaquim; Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense; Linguiça Blumenau; Cachaça e Aguardente de Luiz Alves; Banana de Luiz Alves; e, agora, o Frescal de São Joaquim.

A articulação e o fortalecimento dessas indicações são impulsionados pelo Fórum Catarinense de Indicações Geográficas. Este fórum, que reúne Sape, Sebrae, INPI, universidades e associações de produtores, trabalha de forma colaborativa na capacitação técnica, troca de experiências e valorização das riquezas geográficas do estado.


Fonte: Agência de Notícias da Secretaria de Comunicação do Estado de Santa Catarina (SECOM)