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Projeto Rondon chega a 100ª edição com ações de cidadania, saúde e educação

O Projeto Rondon celebra um marco histórico ao alcançar sua 100ª edição, a “Operação Carimbó”, que levará ações de cidadania, saúde e educação a 18 municípios do Pará, incluindo regiões do Araguaia e da Ilha do Marajó. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Defesa, ocorrerá entre os dias 9 e 25 de julho, com base em Marabá, e contará com a participação de 368 rondonistas, provenientes de 35 instituições de ensino superior.

A Operação Carimbó, marco simbólico na trajetória do Projeto Rondon, abrangerá uma vasta gama de áreas, como cultura, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, direitos humanos, trabalho, tecnologia e produção. As equipes universitárias, organizadas em grupos, desenvolverão atividades socioeducativas, como oficinas, palestras e capacitações gratuitas, após um diagnóstico prévio das realidades locais. O objetivo é capacitar moradores, gestores públicos e lideranças comunitárias, com foco em capacitação profissional, saúde preventiva, educação e projetos de cidadania e sustentabilidade.

Para a professora Maristela Mercedes Bauer, da Universidade Feevale (RS), com cinco anos de experiência como rondonista, esta edição possui um significado especial. “O Projeto Rondon é como um livro aberto do Brasil, e cada operação escreve uma página. A Operação Carimbó é a página número 100”, destaca. Ela ressalta que o maior legado do projeto vai além das atividades práticas, transformando a forma de “olhar o mundo” e ensinando que “cidadania também é afeto e presença”.

A essência do Projeto Rondon é revelada nas histórias como a de Maria Bantle, que, inspirada pela participação de sua mãe nos anos 1980, integrou a Operação Itapemirim em 2016 e hoje atua como voluntária em ações humanitárias globais. A iniciativa interministerial do Governo Federal conecta universitários a comunidades em situação de vulnerabilidade com a missão de fortalecer a cidadania e promover o desenvolvimento social, reduzindo desigualdades por meio da troca de conhecimentos e da construção de soluções para desafios reais.

O coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel do Exército Brasileiro Euclides Soljenitsin Araújo, enfatiza que a experiência em campo “contribui para o desenvolvimento nacional, forma cidadãos e leva qualidade de vida a populações onde as políticas públicas enfrentam mais dificuldade para chegar”, transformando o universitário em um “profissional mais humano”.

O Projeto Rondon foi criado em 11 de julho de 1967, sob o lema “Integrar para não entregar”, a partir de um estudo sociológico. A primeira missão, Operação Zero, levou 30 estudantes e dois professores a Rondônia. Extinto em 1989, foi retomado em 2005, em Tabatinga (AM), com o slogan “Lição de vida e de cidadania”, consolidando-se como uma ação interministerial que articula diversos setores da sociedade em prol do desenvolvimento e da cidadania.

**Por: Agência Gov | Via Defesa e Helena L’acosta**
**Data de Publicação:** 09/06/2026 12:31


Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação