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Valor de Produção Agropecuária catarinense cresce 15% e atinge R$ 74,9 bilhões em 2025

Blumenau, SC – O agronegócio de Santa Catarina registrou um desempenho histórico em 2025, com o Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançando a marca de R$ 74,9 bilhões. O montante representa um crescimento expressivo de 15,1% em comparação ao ano anterior, conforme detalhado no boletim técnico “Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina”, divulgado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri.

O avanço significativo é resultado da combinação de um aumento de 6,3% nos preços de mercado e um incremento de 9,5% no volume produzido pelo setor. O governador Jorginho Mello destacou a relevância desses números para a economia estadual. “Esse número mostra a força do agro em Santa Catarina. Uma produção não só em quantidade, mas em qualidade, que chega nos mercados mais exigentes do mundo. O setor é um dos motores da nossa economia”, afirmou Mello.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, corroborou o otimismo, ressaltando que, mesmo diante de desafios, o agronegócio catarinense se mostrou “gigante, impulsionado pelas políticas públicas e pelo trabalho de toda cadeia produtiva”.

De acordo com Luiz Toresan, analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, o excelente desempenho de 2025 foi impulsionado principalmente pela produção de milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. “A produção ocorreu de forma satisfatória, favorecida pelo clima, e os preços, de modo geral, também foram positivos”, avaliou Toresan.

Além do sucesso no mercado interno, o agro manteve sua proeminência no comércio exterior. Em 2025, o setor foi responsável por mais de 65% das exportações catarinenses, com vendas externas que totalizaram US$ 7,9 bilhões, representando um crescimento de 5,8% em relação a 2024, mesmo em um cenário global desfavorável.

Apesar dos resultados recordes, o boletim técnico também aponta para a crescente volatilidade dos preços como um fator de redefinição da renda no campo. No período pós-pandemia (2021-2025), a oscilação de preços superou as variações climáticas como principal desafio para a viabilidade financeira do produtor, especialmente em culturas como arroz, cebola e alho.

Luis Augusto Araujo, também analista da Epagri/Cepa, explicou que as culturas de verão tendem a oferecer maior estabilidade e retorno, enquanto as de inverno, apesar de poderem gerar margens elevadas por hectare, apresentam maior risco. Ele citou que soja e alho operam com maior margem de segurança, ao passo que arroz e cebola trabalham com margens mais estreitas, tornando-os mais vulneráveis a perdas em anos adversos.

O estudo completo “Desempenho da agropecuária e do agronegócio de Santa Catarina” está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense.


Fonte: Agência de Notícias da Secretaria de Comunicação do Estado de Santa Catarina (SECOM)