Marina: a realidade mostra que agro e proteção ao meio ambiente podem combinar
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (12), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a experiência brasileira demonstra a compatibilidade entre a redução do desmatamento e o desenvolvimento do agronegócio. A ministra destacou que dados recentes comprovam que é possível conciliar a expansão do setor agrícola com a preservação ambiental.
“A política pública que fazemos tem base em dados e evidência, trazidos pelo Inpe com a gestão do tempo e a determinação política do presidente Lula de aumentar orçamentos. O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo”, declarou Marina Silva. Ela complementou que o Brasil abriu 500 novos mercados para a agricultura e consolidou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, evidenciando que “políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas” geram resultados positivos.
Os números apresentados pelo Governo do Brasil, com base no Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam uma redução de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia entre agosto do ano passado e janeiro deste ano. No Cerrado, a queda foi de 6%. A degradação florestal na Amazônia também registrou uma diminuição significativa de 93% no período.
Em termos de taxa anual, o sistema Prodes, também do Inpe, apontou que, em 2025, o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado em comparação com 2022. A ministra Marina Silva expressou otimismo, projetando que o país pode alcançar “a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia em 2026”, caso os esforços atuais sejam mantidos.
As ações governamentais têm sido intensificadas, com o número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia crescendo quase 148% em relação ao ciclo anterior. Municípios prioritários no programa União com Municípios (UcM) registraram uma queda de 65,5% no desmatamento entre 2022 e 2025.
Paralelamente aos avanços ambientais, o agronegócio brasileiro manteve seu vigor. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que as exportações do setor totalizaram US$ 169,2 bilhões em 2025, um aumento de 3,0% em relação a 2024 e correspondendo a 48,5% do total exportado pelo Brasil. O superávit da balança comercial do agronegócio fechou o ano em US$ 149,07 bilhões. O setor também celebrou a abertura de 525 novos mercados desde 2023 e uma safra recorde de grãos de 352,2 milhões de toneladas em 2024/2025, além de níveis recordes na produção de carnes bovina, suína e de frango.
*Com informações da Agência Gov.*
