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Brasil marca presença no Festival de Berlim 2026 com dez produções audiovisuais

O cinema brasileiro consolida sua força e diversidade no cenário internacional com uma notável participação na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) em 2026. Ao todo, dez produções nacionais, que refletem a rica tapeçaria estética e regional do país, foram selecionadas para integrar a programação oficial do prestigiado evento alemão, distribuídas em mostras como Generation, Panorama, Fórum, Fórum Expanded e Perspectives.

A expressiva presença brasileira é um testemunho direto do impacto das políticas públicas de fomento ao audiovisual. Uma parte significativa das obras recebeu apoio crucial do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), da Agência Nacional do Cinema (Ancine), do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e outros mecanismos de incentivo, além de aportes estaduais e municipais. Os investimentos diretos nas produções somam R$ 12,9 milhões via FSA e R$ 7,6 milhões via Lei do Audiovisual, sublinhando o papel estratégico do Estado no fortalecimento da cadeia produtiva e na projeção global do cinema nacional.

Na concorrida Berlinale Generation Kplus, dedicada ao público infantojuvenil, o Brasil marca presença com três longas-metragens: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “Papaya”, de Priscilla Kellen; e “Feito Pipa”, de Allan Deberton. A mostra Generation 14plus apresenta “Quatro Meninas”, dirigido por Karen Suzane. No Fórum, conhecido por seu caráter experimental e autoral, destaca-se “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaina Marques. O curta-metragem “Floresta do Fim do Mundo”, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, foi selecionado para o Fórum Expanded.

A mostra Panorama exibe longas como “Isabel”, uma coprodução franco-brasileira, “Se eu fosse vivo, vivia”, de André Novais Oliveira, e “Narciso”, coprodução com o Paraguai, que também se beneficiaram de financiamento público brasileiro. Fechando a lista, “Nosso Segredo”, de Grace Passô, representa o país na mostra Perspectives.

Embora as datas de estreia comercial no Brasil ainda não tenham sido confirmadas, a participação massiva na Berlinale 2026, que ocorre entre 12 e 22 de fevereiro, na Alemanha, é um reconhecimento inequívoco da qualidade e originalidade do cinema brasileiro. O Festival de Berlim, um dos mais importantes do mundo, palco para a entrega do prestigiado Urso de Ouro, já laureou obras brasileiras icônicas como “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008), além de “O Último Azul” em 2025 com um Urso de Prata. Essa delegação robusta em Berlim reafirma o compromisso do Ministério da Cultura com a valorização da diversidade, da inovação estética e da projeção internacional do audiovisual brasileiro, consolidando o país como um polo criativo de destaque no circuito global do cinema.


Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação