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Macapá (AP) ganha a primeira Casa da Mulher Brasileira no Dia Internacional das Mulheres

Macapá (AP) celebrou o Dia Internacional das Mulheres neste domingo, 8 de março, com a inauguração da primeira Casa da Mulher Brasileira na capital amapaense. A iniciativa, que reforça a rede de proteção às mulheres na região Norte, contou com a presença da Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e representa um investimento de R$ 5,5 milhões do Governo do Brasil, com uma contrapartida de R$ 108,4 mil do governo estadual.

A nova unidade, localizada na Rua Floriano Waldeck, 1278, no Bairro São Lázaro, possui 1.500 metros quadrados e funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela oferece uma gama de serviços especializados e integrados para mulheres em situação de violência, incluindo delegacia especializada, juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, apoio psicossocial, promoção da autonomia econômica, alojamento provisório, ajuda para transporte e brinquedoteca para os filhos. “Trata-se de um espaço de excelência para as mulheres. O Amapá dá um presente ao Brasil, no Dia Internacional das Mulheres, ao entregar um serviço tão importante”, destacou a ministra Márcia Lopes.

A importância da Casa da Mulher Brasileira é sublinhada pelos dados de violência na região. Entre janeiro e outubro de 2025, o Ligue 180 no Amapá registrou 2.339 ligações e 327 denúncias de violência contra a mulher. Nos dois primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas 229 ligações e 36 denúncias. A implantação desta unidade faz parte do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado em 2023 pelo Governo Federal, e do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Desde 2023, 20 novos serviços especializados já foram inaugurados no país, com outros 50 em fase de implantação. Sergipe será o próximo estado a receber sua primeira Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju, no próximo dia 27 de março.

Durante o evento, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). O objetivo é desenvolver e executar ações voltadas à garantia de proteção às mulheres em situações de emergências climáticas, além de promover a autonomia econômica e a participação feminina em espaços de poder e decisão. O ACT, que terá duração de 12 meses, abrange todas as regiões do país, com prioridade para aquelas com maiores desigualdades territoriais, sociais e econômicas, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, focando na equidade de gênero e justiça climática.


Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação