Divulgada a seleção do 1º Prêmio Rotas Negras de valorização da cultura afro-brasileira
O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Igualdade Racial (MIR) em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), anunciou a lista de 50 iniciativas selecionadas no 1º Prêmio Rotas Negras. A premiação, que destina mais de R$ 1,6 milhão, visa reconhecer e impulsionar projetos de afroturismo que fortalecem a memória e a cultura afro-brasileira em todo o país.
Os projetos contemplados receberão valores que variam de R$ 15 mil a R$ 70 mil, dependendo da categoria de inscrição, para fomentar ações de turismo ligadas à rica herança e resistência da cultura negra. A iniciativa integra o Programa Rotas Negras, uma ação estratégica do Governo Federal para valorizar o legado africano e afro-brasileiro.
O edital foi dividido em quatro categorias principais para abranger diversas esferas de atuação:
* **Sociedade Civil:** Dez prêmios de R$ 15 mil para pessoas físicas e dez de R$ 20 mil para entidades sem fins lucrativos.
* **Municípios:** Dez prêmios de R$ 35 mil para cidades com até 50 mil habitantes, oito de R$ 40 mil para municípios entre 50.001 e 300 mil habitantes e seis de R$ 50 mil para aqueles com mais de 300 mil habitantes.
* **Consórcios Intermunicipais:** Dois prêmios de R$ 60 mil para consórcios aderentes ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).
* **Estados:** Quatro prêmios de R$ 70 mil para estados que integram o Sistema.
Clédisson Júnior, secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Senapir), destacou o papel estruturante do Programa Rotas Negras no reconhecimento e valorização histórica do turismo afrocentrado. “O Programa Rotas Negras reconhece o afroturismo como um importante vetor de desenvolvimento territorial, econômico e cultural do nosso país, e essa premiação é parte desse reconhecimento histórico. Estamos muito satisfeitos com os selecionados e trabalharemos para desenvolver o programa cada vez mais”, afirmou.
Isadora Bispo, diretora de Articulação Interfederativa do Sinapir, ressaltou a importância da articulação entre desenvolvimento econômico e promoção da justiça racial. “Trabalhamos para fazer do turismo um agente de combate ao racismo, para que o afroturismo possa impactar no desenvolvimento econômico brasileiro ao promover a justiça racial. Nossa expectativa é estruturar os passos necessários para que estados e municípios criem seus planos, incluindo o afroturismo”, completou.
Instituído pelo Decreto nº 12.277/2024, o Programa Rotas Negras é uma ação intersetorial que envolve ministérios como Turismo (MTur), Cultura (MinC) e Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), além de órgãos como Embratur e Fundação Cultural Palmares (FCP). Seu objetivo é dar visibilidade a roteiros que englobam comunidades quilombolas, de terreiro e outros pontos de memória, celebrando o protagonismo negro na formação da sociedade brasileira e utilizando o turismo como ferramenta de desenvolvimento, geração de renda e emprego.
A divulgação dos resultados marca um passo significativo na promoção da igualdade racial e na valorização das ricas manifestações culturais e históricas de matriz africana no Brasil.
Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação
