Governo reforça atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no território Yanomami
O Ministério da Saúde mobilizou, de forma emergencial, equipes de saúde e especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) para o polo base de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, a partir da última segunda-feira (16/02). A ação visa reforçar o atendimento e a prevenção diante da confirmação de oito casos de coqueluche na região, que resultaram em três óbitos infantis, atualmente sob investigação.
As equipes, que incluem médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e socorristas, somam-se aos profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, que já realizavam busca ativa por novos casos, coleta de material para análises clínicas e intensificação da vacinação infantil em aldeias adjacentes. No total, cerca de 50 profissionais atuam no território na prevenção e assistência local.
Os casos confirmados da doença foram encaminhados para hospitais em Boa Vista (RR), com duas crianças já recebendo alta e retornando às suas comunidades. Todos os pacientes com suspeita de coqueluche e seus contatos estão recebendo tratamento e acompanhamento.
Dados do DSEI Yanomami indicam uma evolução significativa na cobertura vacinal. O Esquema Vacinal Completo (EVC) para crianças com menos de um ano saltou de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025. Para crianças menores de cinco anos, o aumento foi de 52,9% para 73,5% no mesmo período.
Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, atribui o êxito no combate aos vazios assistenciais ao expressivo aumento da força de trabalho no território. O DSEI Yanomami registrou um crescimento de 169% no número de profissionais contratados, passando de 690 em 2023 para 1.165 atualmente. “Mais profissionais de saúde mobilizados no distrito garantem a cobertura do atendimento diretamente nas aldeias e a ação rápida em situações como essas. Hoje, além das vacinas, podemos realizar testes e exames diretamente nos Polos Base”, explicou Tapeba.
A infraestrutura de saúde na região também foi fortalecida com a inauguração, em setembro de 2025, do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil no território, com investimento federal de R$ 29 milhões. A unidade, que atende cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades, tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento a casos graves, oferecer suporte em urgências e emergências e reduzir a necessidade de remoções para centros urbanos distantes. A construção contou com apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg.
*Com informações da Agência Gov | Via Ministério da Saúde. Publicado em 18/02/2026.*
Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação
