Startup do Tocantins desenvolve armadilha de controle biológico do mosquito da dengue
Uma inovadora solução para combater o *Aedes aegypti*, vetor da dengue, zika e chicungunha, está em fase avançada de desenvolvimento no Tocantins. A startup WASI Biotech, fundada em 2023, criou uma armadilha impressa em 3D, biodegradável, que atrai e infecta o mosquito com um fungo inofensivo a humanos e animais domésticos, o *Metarhizium anisoplia*.
A iniciativa, que recebeu apoio crucial do programa Centelha do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado, busca revolucionar o controle do mosquito, oferecendo uma alternativa ao uso de inseticidas químicos diretos. A tecnologia já passou por validação conceitual e testes laboratoriais, demonstrando a eficácia dos agentes biológicos, e atualmente está em estudos experimentais e testes de campo controlados para maturação tecnológica antes de sua aplicação em larga escala.
Walmirton D’Alessandro, um dos fundadores da WASI Biotech e detentor de doutorado em Medicina Tropical, ressalta que a empresa nasceu de pesquisas universitárias. Ele destaca o diferencial do produto no controle biológico do inseto, além da replicabilidade em impressão 3D a baixo custo. “A impressão 3D também permite replicar a armadilha em diferentes locais a um baixo custo”, explica. A armadilha ainda pode ser equipada com sensores para monitorar temperatura, umidade e pressão, fornecendo dados valiosos para estratégias de vigilância em saúde.
Com foco no segmento Business to Government (B2G), a startup almeja parcerias com governos e secretarias de saúde. O apoio do programa Centelha foi fundamental na transformação da ideia inicial em um produto viável, oferecendo não apenas aporte financeiro, mas também mentoria e fortalecimento do modelo de negócio. D’Alessandro aconselha outros empreendedores a investir em estudo, persistência e busca por ferramentas de apoio. “Empreender com propósito, responsabilidade social e base científica é um caminho sólido para gerar impacto real e sustentável”, afirma.
O programa Centelha é uma parceria entre o MCTI, Finep, CNPq, Confap e Fundação Certi, e está em sua terceira edição, com editais previstos em 11 estados até 2027. Nas etapas anteriores, o programa já impulsionou mais de 1.600 empresas, consolidando-se como um pilar para a inovação e o empreendedorismo tecnológico no Brasil.
Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação
