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Estimulada pelo Bolsa Família, educação é o grande alicerce do IDHM histórico, diz ministro

O Brasil alcançou um marco histórico em 2024, ingressando pela primeira vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”, com um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. Em entrevista à Voz do Brasil, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou a educação como o principal motor desse avanço significativo, impulsionado pelas políticas sociais como o Bolsa Família.

A pesquisa “Radar IDHM”, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, revelou que o parâmetro da educação saltou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, sendo o fator que mais contribuiu para o resultado geral. Segundo o ministro Dias, a condicionalidade do Bolsa Família, que exige a manutenção de crianças e adolescentes na escola, além do acompanhamento de saúde para gestantes e crianças, é fundamental.

“Então, se recebe o Bolsa Família, a gestante tem que acompanhar toda a fase da gestação, os exames, a criança quando nasce também tem todos os cuidados, vacinas e é integrado com a educação. A educação como grande alicerce para interromper uma história de vulnerabilidade, de pobreza na família”, enfatizou o ministro.

A série histórica analisada pelo levantamento, que abrange de 2012 a 2024, mostra uma forte recuperação do IDHM após quedas em 2020 e 2021. O índice geral subiu de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até finalmente romper a barreira do desenvolvimento muito alto em 2024. “Nós tínhamos alcançado o IDH 0.7 e agora entramos no clube dos países com o IDH muito alto. É o patamar de países da Europa, é o patamar de países da América do Norte”, celebrou Dias, destacando que o Brasil se projeta não apenas como uma grande economia, mas como um país que combate a desigualdade.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida abrangente que avalia o progresso a longo prazo em áreas como renda, educação e saúde, servindo como um contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que foca exclusivamente na dimensão econômica.

O ministro também anunciou o lançamento, nesta quarta-feira (27), do aplicativo e site do Bolsa Família, que prometem humanizar e digitalizar o acesso aos serviços do programa. “É mais humanização. Ou seja, através do celular, através de um aplicativo, a pessoa vai poder, por exemplo, eu quero atualizar o cadastro. Bloqueou meu Bolsa Família. O que aconteceu? Vai lá no aplicativo e você, inclusive, já resolve”, explicou Wellington Dias, detalhando que o novo sistema facilitará o acesso a informações e a resolução de pendências, além de integrar-se a outros programas do Cadastro Único Social.


Fonte: Agência GOV de Notícias // EBC – Empresa Brasil de Comunicação